Por Carlos Eduardo Lins da Silva, Agência
FAPESP
“A conferência anual da Associação
Americana para o Progresso da Ciência (AAAS) foi realizada de 16 a 20 de
fevereiro em Vancouver, cidade à beira-mar no Canadá. Não por acaso,
diversos relatos de pesquisas relevantes sobre a vida e o futuro dos oceanos
foram apresentados durante o encontro e chamaram a atenção do público em geral
e especialmente da comunidade local.
Uma das exposições de grande
repercussão foi a de James Hansen, do Instituto Goddard para Estudos Espaciais
da Nasa, a agência espacial norte-americana. Segundo Hansen, o uso intensivo de
combustíveis fósseis e o consequente aumento das temperaturas médias dos
oceanos (já bastante superiores às do Holoceno) podem levar, entre outras
consequências, a elevações de vários metros do nível dos oceanos e à extinção
de entre 20% e 50% das espécies do planeta.
A elevação do nível dos mares coloca em
risco a própria existência física de cidades em áreas costeiras de baixa
altitude, como é o caso de Vancouver, entre muitas outras. O fenômeno é
intensificado pelo derretimento de parte das calotas polares, também decorrente
do aquecimento global, especialmente em regiões mais próximos dos polos,
como também é o caso da cidade canadense.
O alerta de Hansen, uma das grandes
estrelas da reunião da AAAS, teve, portanto, grande impacto na opinião pública
da cidade anfitriã da conferência, inclusive porque suas autoridades públicas
tomaram recentes decisões que seguem na contramão das advertências do
cientista.
Menos célebre do que Hansen, mas também muito respeitado na comunidade científica internacional, Villy Christensen, professor da Universidade da Colúmbia Britânica, apresentou resultados iniciais, mas impressionantes, de seu projeto Nereus, cujo nome homenageia o deus grego que previa o futuro e morava no mar Egeu.
Segundo Christensen, as melhores estimativas atuais são de que há nos oceanos cerca de 2 bilhões de toneladas de peixe, ou seja, cerca de 300 quilos para cada habitante do planeta. No entanto, pelo menos metade disso está em zonas muito profundas dos mares, é constituída de espécies pequenas demais em tamanho e, por isso, é inviável para exploração comercial e consumo humano.
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