Estudo
da Universidade da Carolina do Norte constatou que o período de migração de
algumas aves no norte dos Estados Unidos foi adiantado em até seis dias para
cada grau Celsius de elevação na temperatura.
Uma nova pesquisa da Universidade da Carolina do Norte revelou mais um dos efeitos das mudanças climáticas na vida das aves. Desta vez, o impacto recai sobre os padrões migratórios de algumas espécies de aves nos Estados Unidos. E segundo os cientistas responsáveis pela análise, as consequências podem ser devastadoras: a alteração no clima poderá levar à extinção de muitas espécies de aves que não conseguirem se adaptar.O estudo, baseado nos dados do site eBird, que desde 2002 já coletou mais de 48 milhões observações de cerca de 35 mil ornitólogos amadores, analisou 18 espécies diferentes de aves, que migram de diferentes pontos do planeta até o norte dos EUA. Os pesquisadores observaram que as mudanças climáticas tiveram um impacto negativo no padrão de migração das aves em longo prazo, apressando o tempo de chegada dos animais no norte dos EUA.
Em média, cada espécie atingiu os pontos de parada do ciclo de migração 0,8 dias mais cedo do que o padrão para cada grau Celsius de elevação na temperatura, mas algumas espécies chegaram a acelerar sua chegada entre três e seis dias para cada grau Celsius elevado. Pode parecer pouco, mas essa alteração no tempo de chegada das aves nos pontos de parada da migração pode alterar significativamente a reprodução e a sobrevivência dos animais.
“O tempo de migração é algo vital para a saúde geral das espécies de aves. Elas têm que cronometrar isso de forma correta para equilibrar a chegada em locais de procriação depois que não há mais risco de condições de inverno severas”, explicou Allen Hurlbert, professor de biologia da Universidade da Carolina do Norte e autor do estudo.
“Se elas fizerem isso errado, elas podem morrer ou podem não procriar bem. Uma mudança na migração pode começar a contribuir para o declínio da população, colocando muitas espécies em risco de extinção”, continuou Hurlbert.
A pesquisa indica que a velocidade de migração de cada espécie é o que mais influencia na forma como esta responde às temperaturas. De acordo com o estudo, as aves que migram mais lentamente são as que mais se adaptam às alterações. “Espécies que tendem a avançar rapidamente, assim como as que migram de distâncias maiores, como da América Central ou do Sul, foram menos capazes de se adaptar a mudanças de temperatura”, observou o autor.
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Crédito imagem: Eric Bégin / Flickr
Fonte: Instituto Carbono Brasil






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