Pesquisas mostram que as pessoas que dormem menos que o normal apresentam expectativas de vida mais curtas.
Experimentos feitos com moscas de frutas mostram que aquelas que carregam mutação em uma proteína dormiram dois terços menos que o normal, além de apresentarem expectativa de vida mais curta. Estudos anteriores apontam que homens, em particular, são significativamente mais propensos a morrer mais cedo se sofrem de escassez crônica do sono, com problemas ligados às condições como alta pressão do sangue e diabetes.
A última pesquisa mostra que embora as moscas e os humanos tenham pouco em comum quando se trata do estilo de vida, os mecanismos de sono e a vigília apresentam muitas semelhanças.
O Dr. Nicholas Stavropoulos, da Universidade de Rockfeller, nos Estados Unidos, afirma que dormir é um comportamento fundamental em todos os animais e é mal compreendido a partir do ponto de vista científico. Para ele, essa pesquisa dá uma nova série de pistas a respeito de como o sono é controlado no nível molecular e poderia provar novos entendimentos úteis para o tratamento de transtornos do sono.
Ao clonar e testar o gene, conhecido como “insomniac”, em mais de 20 mil moscas, seu time de pesquisadores descobriu um novo mecanismo pelo qual o sono é regulado. Usando um feixe infra-vermelho para detectar quando as moscas cochilavam, os pesquisadores descobriram que aquelas que possuíam a variação de proteína apresentavam ciclos de apenas 317 minutos por dia, enquanto as moscas com a proteína comum apresentavam ciclos de 927 minutos.
O Dr. Stavropoulos explica que os resultados apontam uma perda dramática na duração do sono das moscas, assim como a sua habilidade de se manter dormindo depois do cochilo inicial. Mas, segundo ele, o que é especialmente interessante é que o gene “insomniac” pode funcionar por meio de mecanismos homeostáticos.
Segundo o pesquisador, esses mecanismos são distintos do relógio circadiano e apresentam efeitos sobre o corpo independente da hora do dia. Os cientistas acreditam ainda que o gene trabalhe eliminando proteínas específicas, dentro das células cerebrais que ajudam no início do sono.
Os pesquisadores também apontam que as moscas que apresentam a mutação vivem dois terços a menos que as outras. Mas quando o gene foi eliminado dos neurônios, a disparidade foi eliminada. O resultado foi que os animais continuaram dormindo mal, mas viveram tanto quanto os outros, que não possuíam o gene.
Para o Dr. Stavropoulos, isso sugere que o sono reduzido pode ser “desacoplado” da expectativa de vida, apoiando a ideia de que algumas perturbações do sono não afetam a saúde geral.
Fonte: Universia Brasil
Foto: (Crédito: FXQuadro / Shutterstock.com)







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